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documento original
Categoria: Resolução
Texto Compilado: Sim
Número: 42
Ano: 2015
Origem: GP - Gabinete da Presidência
Data de Assinatura: 25/10/2015
Data da Publicação: 04/11/2015
Diário da Justiça n.: 2230
Página: 1-3
Caderno: Caderno Único



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RESOLUÇÃO GP N. 42 DE 26 DE OUTUBRO DE 2015



Regulamenta os procedimentos do Sistema de Gestão Centralizada de Depósitos sob Aviso à Disposição do Poder Judiciário do Estado de Santa Catarina.



              O PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA, considerando o disposto no artigo 4º da Lei n. 15.327, de 23 de novembro de 2010,



              RESOLVE:



              Art. 1º O Sistema de Gestão Centralizada de Depósitos sob Aviso à Disposição do Poder Judiciário do Estado de Santa Catarina, instituído pela Lei n. 15.327, de 23 de novembro de 2010, compreende os recursos provenientes de depósitos sob aviso à disposição da Justiça em geral e de aplicações financeiras no âmbito do Poder Judiciário e será denominado Sistema de Depósitos Judiciais - Sidejud.



              § 1º Os recursos financeiros de que trata o caput deste artigo devem ser transferidos para a conta-corrente "Poder Judiciário/Depósitos Judiciais", que será movimentada pelo Presidente do Tribunal de Justiça, na agência bancária centralizadora da instituição financeira contratada para a gestão e administração do "Fundo de Investimento do Judiciário".



              § 2º Para o investimento dos recursos previstos no parágrafo anterior, a instituição financeira contratada manterá sob sua gestão e administração o "Fundo de Investimento do Judiciário".



              § 3º Compete à Diretoria de Orçamento e Finanças do Tribunal de Justiça a coordenação, a supervisão e o controle das atividades inerentes à administração do Sidejud, bem como das subcontas, e a implantação e operação dos mecanismos e instrumentos de gerenciamento de seus recursos monetários.



              § 4º As contas bancárias de depósitos judiciais à disposição do Poder Judiciário de Santa Catarina devem ser transferidas para a conta-corrente "Poder Judiciário/Depósitos Judiciais" sob a denominação de "Subcontas do Sistema de Depósitos Judiciais".



              § 5º As contas bancárias de que trata o parágrafo anterior devem conter as seguintes informações:



              I - número da agência e da conta;



              II - nome do titular;



              III - saldo da conta por data de aniversário;



              IV - CPF/CNPJ; e



              V - data da última movimentação.



               



              Art. 2º A operacionalização do Sidejud é feita por módulo informatizado descentralizado instalado nas comarcas, na Diretoria de Recursos e Incidentes, na Diretoria de Cadastro e Distribuição Processual e na Assessoria de Precatórios da Presidência, e por módulo informatizado centralizador, instalado na Divisão de Gestão de Depósitos Judiciais, da Diretoria de Orçamento e Finanças.



              § 1º São usuários do Sidejud:



              I - o Presidente do Tribunal de Justiça;



              II - os Desembargadores;



              III - os Juízes de Direito de Segundo Grau;



              IV - os Juízes de Direito;



              V - os Juízes Substitutos;



              VI - o Diretor de Orçamento e Finanças;



              VII - o Diretor de Recursos e Incidentes;



              VIII - o Chefe da Seção de Preparo, Custas e Recolhimentos da Diretoria de Cadastro e Distribuição Processual;



              IX - os Chefes de Cartório das comarcas;



              IX - os Chefes e Servidores de Cartório das comarcas; (Redação dada pelo art. 1º da Resolução GP n. 20 de 27 de abril de 2017)



              IX - os Chefes e Servidores de Cartório das comarcas, o Chefe de Divisão e os Chefes de Seção da Divisão de Tramitação Remota das Execuções Fiscais - Unidade Regional de Execuções Fiscais Municipais e Estaduais; (Redação dada pelo art. 1° da Resolução GP n. 26 de 7 de junho de 2021)



              X - os servidores das Contadorias Judiciais das Comarcas;



              X - os servidores da Divisão de Contadoria Judicial Estadual; (Redação dada pelo art. 1° da Resolução GP n. 47 de 8 de julho de 2022)



              XI - os servidores da Assessoria de Precatórios da Presidência; e



              XII - os servidores da Divisão de Gestão de Depósitos Judiciais da Diretoria de Orçamento e Finanças, na qualidade de administradores.



            XIII - os Assessores Jurídicos e/ou de Gabinete dos Magistrados; (Acrescentado pelo art. 1° da Resolução GP n. 49 de 12 de dezembro de 2019)



 XIV - os Assessores Técnicos da Diretoria de Recursos e Incidentes.



(Acrescentado pelo art. 1° da Resolução GP n. 49 de 12 de dezembro de 2019)



              § 2º O acesso ao Sidejud pelos usuários é feito mediante senha pessoal, que pode ser alterada a qualquer tempo.



              § 3º O Sistema de Controle Interno do Poder Judiciário fiscalizará a operacionalização e a arrecadação dos recursos que compõem a receita do Sidejud e o Fundo de Investimento do Judiciário.



              § 4º Os Assessores Jurídicos e/ou de Gabinete dos Magistrados e os Assessores Técnicos da Diretoria de Recursos e Incidentes terão permissão somente para consultar o Sidejud. (Acrescentado pelo art. 1° da Resolução GP n. 49 de 12 de dezembro de 2019)



              § 4º Os Assessores Jurídicos e/ou de Gabinete dos Magistrados, os Assessores Técnicos da Diretoria de Recursos e Incidentes e os Chefes de Seção da Divisão de Tramitação Remota das Execuções Fiscais -Unidade Regional de Execuções Fiscais Municipais e Estaduais terão permissão somente para consultar o Sidejud. (Redação dada pelo art. 1° da Resolução GP n. 26 de 7 de junho de 2021)



  



              Art. 3º Fica delegada competência ao Diretor de Orçamento e Finanças e ao Chefe da Divisão de Gestão de Depósitos Judiciais para, em conjunto, assinarem as ordens bancárias dos levantamentos dos depósitos judiciais e demais obrigações decorrentes da coordenação administrativa e financeira do Sidejud.



               



              Art. 4º A remuneração devida à instituição financeira contratada para a gestão, administração, controladoria, contabilidade e custódia do Fundo de Investimento será prevista em contrato a ser firmado pelo Poder Judiciário catarinense.



              Art. 5º A receita do Sistema de Depósitos Judiciais, que se constitui do saldo positivo obtido do total de recursos disponíveis, deduzido o valor total dos saldos das subcontas atualizadas de acordo com a poupança, pro rata die, e os rendimentos resultantes de aplicações financeiras desta receita, será transferida e contabilizada no orçamento do Poder Judiciário, na unidade gestora Tribunal de Justiça, de acordo com a necessidade de desembolso das despesas previstas no art. 3º, § 3º e seus incisos, da Lei n. 15.327, de 23 de novembro de 2010.



               



              Art. 6º O Sidejud tem por finalidade:



              I - assegurar melhor gestão dos depósitos judiciais, que serão remunerados de acordo com os índices previstos para as cadernetas de poupança, pro rata die, desde a data do depósito até a data da liberação mediante alvará judicial;



              II - garantir maior segurança à administração dos depósitos judiciais; e



              III - complementar o orçamento do Poder Judiciário destinado à:



              a) construção, reforma, instalação e manutenção de Casas da Cidadania e/ou Fóruns Municipais nos municípios que não sejam sede de comarcas e nos distritos e bairros das cidades com alto índice demográfico;



              b) instalação, desenvolvimento e aperfeiçoamento das atividades dos Juizados Especiais;



              c) modernização das bibliotecas e dos arquivos do Poder Judiciário;



              d) Academia Judicial;



              e) manutenção, serviços, equipamentos e sistemas de informática;



              f) aquisição e manutenção de mobiliário e de veículos;



              g) implantação e manutenção dos sistemas de segurança do Poder Judiciário;



              h) qualificação e aperfeiçoamento de pessoal; e



              i) manutenção e aprimoramento do Sistema de Gestão Centralizada de Depósitos sob aviso à Disposição do Poder Judiciário do Estado de Santa Catarina.



              j) comunicação institucional; (Acrescentada pelo art. 2º da Resolução GP n. 20 de 27 de abril de 2017)



              k) pagamento de débito do Poder Judiciário decorrente de reconhecimento de direito não implementado em tempo e modo oportuno por ausência de disponibilidade orçamentária e financeira; (Acrescentada pelo art. 2º da Resolução GP n. 20 de 27 de abril de 2017)



              l) cobertura de insuficiência financeira do Poder Judiciário, relativa ao Fundo Financeiro do Regime Próprio de Previdência dos Servidores do Estado de Santa Catarina; e (Acrescentada pelo art. 2º da Resolução GP n. 20 de 27 de abril de 2017)



              m) aquisição, construção, manutenção, reforma e conservação de edificações em caráter complementar aos recursos advindos do Fundo de Reaparelhamento da Justiça - FRJ. (Acrescentada pelo art. 2º da Resolução GP n. 20 de 27 de abril de 2017)



              Art. 7º O Sidejud é gerido por um Conselho de Administração, nomeado pelo Presidente do Tribunal de Justiça, do qual participam:



              I - dois Desembargadores, um dos quais na qualidade de Presidente;



              II - o Coordenador de Magistrados;



II - o Secretário-Geral do Tribunal de Justiça; (Redação dada pelo art. 1º da Resolução GP n. 13 de 13 de março de 2017)



II - um Juiz de Direito indicado pelo Presidente do Tribunal de Justiça; (Redação dada pelo art. 15 da Resolução GP n. 5 de 2 de fevereiro de 2018)



              III - o Diretor-Geral Administrativo; e



              IV - o Diretor de Orçamento e Finanças.



              Parágrafo único. Os Desembargadores que compõem o Conselho de Administração do Sidejud poderão, nos afastamentos, ser substituídos por outros Desembargadores, mediante designação do Presidente do Tribunal de Justiça.



              Art. 8º Compete ao Conselho de Administração:



              I - analisar a proposta do plano de aplicação dos recursos do Sidejud, compatível com o Plano Plurianual, com as Diretrizes Orçamentárias e com o Orçamento Anual, e encaminhá-la ao Presidente do Tribunal, para que seja submetida ao crivo do Tribunal Pleno;



              II - emitir parecer ao Presidente do Tribunal de Justiça sobre a prestação de contas e o relatório anual das atividades do Sistema, que devem ser submetidos ao crivo do Tribunal Pleno;



              III - promover o desenvolvimento do Sidejud, adotando medidas que visem a atingir suas finalidades;



              IV - divulgar trimestralmente no Diário da Justiça Eletrônico demonstrativo de atividades do Sidejud com a relação das metas a serem cumpridas no exercício financeiro;



              V - analisar os relatórios gerenciais, financeiros e de controle do Sidejud e do Fundo de Investimento do Judiciário emitidos pela Diretoria de Orçamento e Finanças e pela Auditoria Interna; e



              VI - resolver dúvidas e responder a consultas.



            VII - manifestar-se nos pedidos de utilização de depósitos judiciais formulados por entes públicos para pagamento de precatórios, sejam ou não estes parte nos processos aos quais os depósitos estejam vinculados. (Acrescentado pelo art. 1° da Resolução GP n. 49 de 12 de dezembro de 2019)



              § 1º As deliberações do Conselho serão tomadas por maioria de votos, com a presença de no mínimo 3 (três) de seus membros.



              § 2º Compete ao Presidente do Conselho de Administração do Sistema de Depósitos Judiciais deferir os pedidos de reserva orçamentária, sendo as despesas autorizadas pelo Ordenador de Despesas do Tribunal de Justiça.



               



              Art. 9º A coordenação administrativa, financeira e operacional do Sidejud fica a cargo da Divisão de Gestão de Depósitos Judiciais, à qual compete:



              I - coordenar, supervisionar e controlar as atividades inerentes à administração do Sidejud;



              II - implantar, operacionalizar e monitorar os mecanismos e instrumentos de gerência dos recursos monetários do Sidejud; e



              III - executar outras atividades correlatas.



              Parágrafo único. A Chefia da Divisão de Gestão de Depósitos Judiciais deve ser ocupada por servidor efetivo do Poder Judiciário estadual.



               



              Art. 10. Estão autorizados a efetuar os procedimentos para solicitar o Depósito Judicial sob Aviso à Disposição do Poder Judiciário do Estado de Santa Catarina, conforme o processo se vincule à vara, à unidade judiciária ou ao Tribunal de Justiça:



              Art. 10. Os procedimentos para a realização do Depósito Judicial sob Aviso à Disposição do Poder Judiciário do Estado de Santa Catarina deverão ser efetuados diretamente por meio do sítio eletrônico do Poder Judiciário catarinense para processo que se vincule a vara, a unidade judiciária ou ao Tribunal de Justiça. (Redação dada pelo art. 1° da Resolução GP n. 47 de 8 de julho de 2022)



              I - Chefe de Cartório;



              I - Chefe de Cartório e Chefe de Divisão da Divisão de Tramitação Remota das Execuções Fiscais - Unidade Regional de Execuções Fiscais Municipais e Estaduais; (Redação dada pelo art. 1° da Resolução GP n. 26 de 7 de junho de 2021) (Revogado pelo art. 3° da Resolução GP n. 47 de 8 de julho de 2022)



              II - Servidores da Contadoria Judicial; (Revogado pelo art. 3° da Resolução GP n. 47 de 8 de julho de 2022)



              III - Diretor de Recursos e Incidentes; (Revogado pelo art. 3° da Resolução GP n. 47 de 8 de julho de 2022)



              IV - Chefe da Seção de Preparo, Custas e Recolhimentos; ou (Revogado pelo art. 3° da Resolução GP n. 47 de 8 de julho de 2022)



              V - Servidores da Assessoria de Precatórios da Presidência. (Revogado pelo art. 3° da Resolução GP n. 47 de 8 de julho de 2022)



              § 1º Os usuários referidos no caput devem observar, primeiramente, se a solicitação refere-se a depósito novo ou a depósito intermediário.



              § 1º Ao realizar os procedimentos de que trata o caput deste artigo, o emissor deverá observar, primeiramente, se a solicitação se refere a depósito novo ou a depósito intermediário. (Redação dada pelo art. 1° da Resolução GP n. 47 de 8 de julho de 2022)



              § 2º No caso de depósito intermediário, preferencialmente deve ser informado o número da subconta já existente.



              § 3º No caso de depósito novo, será disponibilizado pelo Sidejud novo número de subconta no momento em que o usuário autorizar a gravação dos dados.



              § 4º Havendo pluralidade de partes, podem ser abertas subcontas individualizadas.



              § 5º O número da subconta terá sequencial único para todo o Estado de Santa Catarina, e cada comarca ou órgão receberá intervalo de números próprio.



              § 5º O número da subconta terá sequencial único para todo o Estado de Santa Catarina. (Redação dada pelo art. 1° da Resolução GP n. 47 de 8 de julho de 2022)



              § 6º Após o preenchimento no Sidejud dos dados do titular da subconta e depositante, será emitida "Guia de Depósitos", do tipo boleto bancário para pagamento em qualquer agência bancária, em caixa eletrônico ou pela internet.



              § 7º O boleto bancário será emitido em 3 (três) vias, as quais terão a seguinte destinação: (Revogado pelo art. 3° da Resolução GP n. 47 de 8 de julho de 2022)



              I - 1ª via - interessado; (Revogado pelo art. 3° da Resolução GP n. 47 de 8 de julho de 2022)



              II - 2ª via - instituição financeira; e (Revogado pelo art. 3° da Resolução GP n. 47 de 8 de julho de 2022)



              III - 3ª via - processo. (Revogado pelo art. 3° da Resolução GP n. 47 de 8 de julho de 2022)



              § 8º No Sidejud ficarão registrados os seguintes dados referentes a cada guia de depósito (boleto bancário) emitida nas comarcas, na Diretoria de Recursos e Incidentes, na Diretoria de Cadastro e Distribuição Processual e na Assessoria de Precatórios da Presidência:



              I - número do processo;



              II - número do boleto;



              III - valor a recolher;



              IV - data da emissão; e



              V - número da subconta.



              § 9º A instituição financeira contratada para a gestão e administração do Fundo de Investimento do Judiciário remeterá diariamente à Diretoria de Orçamento e Finanças os dados relativos aos recolhimentos efetuados no dia anterior, que serão consolidados com os registros de emissão das guias de depósito do Sidejud.



              § 9º A instituição financeira contratada para receber as guias de depósito (boletos bancários) relativos ao recolhimento de que trata o caput remeterá, diariamente, à Diretoria de Orçamento e Finanças os dados relativos aos recolhimentos efetuados no dia anterior, que deverão ser consolidados com os registros de emissão das guias de depósito (boletos bancários) do Sidejud. (Redação dada pelo art. 1° da Resolução GP n. 47 de 8 de julho de 2022)



              § 10. Será disponibilizado link no sítio do Poder Judiciário catarinense para que os interessados, desde que informado corretamente o número do processo ao qual o depósito se vinculará, possam emitir guia de depósito judicial no Sidejud, pessoalmente, sem a necessidade de intervenção dos usuários referidos no caput.



              § 10. Será disponibilizado link no sítio eletrônico do Poder Judiciário catarinense, para que os interessados que informem o número do processo ao qual o depósito será vinculado possam realizar o procedimento de recolhimento sem necessidade de intervenção de servidor. (Redação dada pelo art. 1° da Resolução GP n. 47 de 8 de julho de 2022)



              Art. 11. Os rendimentos das subcontas serão computados pro rata die a partir da data do recolhimento da Guia de Depósito.



              Art. 12. A preparação das informações para a solicitação de saque do depósito judicial será efetuada pelo Chefe de Cartório da Vara, Unidade Judiciária ou Órgão do Tribunal em que tramitar o processo, pelo Diretor de Recursos e Incidentes ou pelo Assessor de Precatórios da Presidência.



              Art. 12. A preparação das informações para a solicitação de saque do depósito judicial será efetuada pelo Chefe de Cartório da Vara, Unidade Judiciária ou Órgão do Tribunal em que tramitar o processo, pelo Chefe de Divisão da Divisão de Tramitação Remota das Execuções Fiscais - Unidade Regional de Execuções Fiscais Municipais e Estaduais, pelo Diretor de Recursos e Incidentes ou pelo Assessor de Precatórios da Presidência. (Redação dada pelo art. 1° da Resolução GP n. 26 de 7 de junho de 2021)



              Art. 12. A preparação das informações para a solicitação de saque do depósito judicial deverá ser efetuada pelo Chefe de Cartório da Vara, Unidade Judiciária ou do Órgão do Tribunal em que tramitar o processo, pelo Chefe da Divisão de Tramitação Remota das Execuções Fiscais - Unidade Regional de Execuções Fiscais Municipais e Estaduais, pelos servidores lotados na Divisão de Contadoria Judicial Estadual, pelo Diretor de Recursos e Incidentes ou pelo Assessor de Precatórios da Presidência. (Redação dada pelo art. 1° da Resolução GP n. 47 de 8 de julho de 2022)



              § 1º A solicitação de saque conterá:



              I - o número da subconta;



              II - o nome e o CPF/CNPJ do titular da subconta;



              III - o número do processo no Sistema de Automação do Judiciário - SAJ;



 III - o número do processo; (Redação dada pelo art. 1° da Resolução GP n. 49 de 12 de dezembro de 2019)



              IV - o nome e o CPF/CNPJ do beneficiário do saque;



              V - o número do banco, da agência e da conta bancária, com os respectivos dígitos verificadores;



              VI - o valor a ser levantado; e



              VII - a indicação do tipo do saque - total ou parcial.



              § 2º Fica vedado o saque sem informação do CPF/CNPJ do beneficiário.



              § 3º No momento do pedido de saque devem ser inseridas no sistema as informações relativas à retenção do imposto de renda na fonte correspondente aos contribuintes do saque, conforme regulamentação do Conselho da Magistratura.



              § 3º No momento do pedido de saque devem ser inseridas no Sidejud as informações relativas à retenção do imposto de renda na fonte, nos termos da decisão judicial, correspondentes aos contribuintes beneficiários do saque, conforme regulamentação do Conselho da Magistratura (Redação dada pelo art. 1° da Resolução GP n. 49 de 12 de dezembro de 2019)



              Art. 13. Compete ao Presidente do Tribunal de Justiça, ao Desembargador, ao Juiz de Direito de Segundo Grau, ao Juiz de Direito ou ao Juiz Substituto, em exercício no Tribunal de Justiça, na Vara ou na Unidade Judiciária, determinar o levantamento de valor depositado em subconta vinculada a processo de sua competência, assinando de próprio punho ou digitalmente o alvará judicial extraído do Sidejud.



              § 1º O Chefe de Cartório, o Diretor de Recursos e Incidentes ou o Assessor de Precatórios da Presidência, por meio de certificado digital, deve informar que o alvará judicial está devidamente assinado pelo magistrado e juntado aos autos. 



              § 2º Após a liberação do saque na comarca, na Diretoria de Recursos e Incidentes ou na Assessoria de Precatórios da Presidência, emitir-se-á "Comprovante de Liberação", que será juntado ao processo, para confirmar que a operação foi realizada com sucesso. 



              § 3º A Diretoria de Orçamento e Finanças somente encaminhará à instituição financeira contratada as solicitações de levantamento de que trata o caput, para depósito nas contas indicadas, após a consolidação das informações geradas pela Comarca, pela Diretoria de Recursos e Incidentes ou pela Assessoria de Precatórios da Presidência, conforme citado no § 1º. 



              § 4º O módulo informatizado centralizador do Sistema verificará a compatibilidade dos dados dos pedidos de saque cadastrados pelas varas ou unidades judiciárias, pela Diretoria de Recursos e Incidentes ou pela Assessoria de Precatórios da Presidência com as informações armazenadas nas subcontas.



              § 5º Se houver incompatibilidade no procedimento previsto no parágrafo anterior, a operação será cancelada, e a origem será comunicada para realização de novo pedido de saque.



              § 6º Os pedidos de saque serão encaminhados à instituição financeira por meio de arquivo eletrônico para transferência de valores, preferencialmente no dia útil posterior à consolidação das informações geradas pela Comarca, pela Diretoria de Recursos e Incidentes ou pela Assessoria de Precatórios da Presidência.



              Art. 13. Após determinação judicial, o depósito será levantado mediante: (Redação dada pelo art. 1° da Resolução GP n. 49 de 12 de dezembro de 2019)



              I - emissão de alvará judicial no Sidejud pelo Chefe de Cartório, pelo Diretor de Recursos e Incidentes ou pelo Assessor de Precatórios da Presidência; (Redação dada pelo art. 1° da Resolução GP n. 49 de 12 de dezembro de 2019)



              I - emissão de alvará judicial no Sidejud pelo Chefe de Cartório, pelo Chefe de Divisão da Divisão de Tramitação Remota das Execuções Fiscais - Unidade Regional de Execuções Fiscais Municipais e Estaduais, pelo Diretor de Recursos e Incidentes ou pelo Assessor de Precatórios da Presidência; (Redação dada pelo art. 1° da Resolução GP n. 26 de 7 de junho de 2021)



              I - a emissão de alvará judicial no Sidejud pelo Chefe de Cartório, pelo Chefe da Divisão de Tramitação Remota das Execuções Fiscais - Unidade Regional de Execuções Fiscais Municipais e Estaduais, pelos servidores lotados na Seção de Cálculos e Alvarás Judiciais, da Divisão de Contadoria Judicial Estadual, pelo Diretor de Recursos e Incidentes ou pelo Assessor de Precatórios da Presidência; (Redação dada pelo art. 1° da Resolução GP n. 47 de 8 de julho de 2022)



              II - assinatura do alvará judicial: (Redação dada pelo art. 1° da Resolução GP n. 49 de 12 de dezembro de 2019)



              a) pelo Presidente do Tribunal de Justiça no caso de precatório; (Redação dada pelo art. 1° da Resolução GP n. 49 de 12 de dezembro de 2019)



              b) pelo Desembargador ou Juiz de Direito de Segundo Grau nos processos em grau de recurso ou ações originárias; e (Redação dada pelo art. 1° da Resolução GP n. 49 de 12 de dezembro de 2019)



              c) pelo Juiz de Direito ou Juiz Substituto nos demais casos; e (Redação dada pelo art. 1° da Resolução GP n. 49 de 12 de dezembro de 2019)



              III - autorização para pagamento registrada no Sistema Assinador de Alvarás pelo magistrado, pelo Diretor de Recursos e Incidentes ou pelo Assessor de Precatórios da Presidência. (Redação dada pelo art. 1° da Resolução GP n. 49 de 12 de dezembro de 2019)



              § 1º O magistrado poderá delegar ao Assessor Jurídico ou ao Assessor de Gabinete a competência para autorização de pagamento de que trata o inciso III do caput deste artigo, devendo enviar portaria de delegação à Divisão de Gestão de Depósitos Judiciais. (Redação dada pelo art. 1° da Resolução GP n. 49 de 12 de dezembro de 2019)



              § 2º É vedado delegar a competência de que trata o § 1º deste artigo ao Chefe de Cartório. (Redação dada pelo art. 1° da Resolução GP n. 49 de 12 de dezembro de 2019)



              § 3º A Diretoria de Orçamento e Finanças encaminhará à instituição financeira as solicitações de levantamento de que trata este artigo, para depósito nas contas indicadas, após a consolidação das informações geradas pela comarca, pela Diretoria de Recursos e Incidentes e pela Assessoria de Precatórios da Presidência. (Redação dada pelo art. 1° da Resolução GP n. 49 de 12 de dezembro de 2019)



              § 4º O módulo informatizado centralizador do Sidejud verificará a compatibilidade dos dados dos pedidos de saque cadastrados pelas unidades judiciais, pela Diretoria de Recursos e Incidentes ou pela Assessoria de Precatórios da Presidência, com as informações armazenadas nas subcontas. (Redação dada pelo art. 1° da Resolução GP n. 49 de 12 de dezembro de 2019)



              § 5º Se houver incompatibilidade no procedimento previsto no § 4º deste artigo, a operação será cancelada, e a origem será comunicada para realização de novo pedido de saque. (Redação dada pelo art. 1° da Resolução GP n. 49 de 12 de dezembro de 2019)



              § 6º Os pedidos de saque serão encaminhados à instituição financeira por meio de arquivo eletrônico para transferência de valores, preferencialmente no dia útil posterior à consolidação das informações geradas pelas unidades judiciais, pela Diretoria de Recursos e Incidentes e pela Assessoria de Precatórios da Presidência. (Redação dada pelo art. 1° da Resolução GP n. 49 de 12 de dezembro de 2019)



              § 7º O Chefe de Cartório, o Diretor da Diretoria de Recursos e Incidentes ou o Assessor de Precatórios da Presidência, conforme o caso, juntará aos autos a confirmação do saque efetuado. (Redação dada pelo art. 1° da Resolução GP n. 49 de 12 de dezembro de 2019)



              § 7º O Chefe de Cartório, o Chefe de Divisão da Divisão de Tramitação Remota das Execuções Fiscais - Unidade Regional de Execuções Fiscais Municipais e Estaduais, o Diretor de Recursos e Incidentes ou o Assessor de Precatórios da Presidência, conforme o caso, juntará aos autos a confirmação do saque efetuado. (Redação dada pelo art. 1° da Resolução GP n. 26 de 7 de junho de 2021)



              § 8º Excepcionalmente, no caso de impedimento do envio pelo Sistema Assinador de Alvarás, o alvará deverá ser enviado pelo gabinete do magistrado, via correio eletrônico, devendo constar a assinatura eletrônica do magistrado no documento. (Redação dada pelo art. 1° da Resolução GP n. 49 de 12 de dezembro de 2019)



              § 9º A delegação prevista no § 1º deste artigo será válida por um prazo de 6 (seis) meses, e poderá ser renovada por sucessivos períodos, mediante a edição de nova portaria. (Acrescentado pelo art. 1° da Resolução GP n. 47 de 8 de julho de 2022)



              Art. 14. Os depósitos judiciais vinculados a processos, tributários ou não tributários, nos quais o Estado e os Municípios sejam parte, referidos no artigo 2º da Lei Complementar Federal n. 151, de 5 de agosto de 2015, serão transferidos aos respectivos entes da federação mediante autorização do órgão jurisdicional responsável pelo julgamento do litígio.



              § 1º A autorização de que trata o caput fica condicionada à apresentação ao órgão jurisdicional competente à lide de termo de compromisso firmado pelo Chefe do Poder Executivo.



              § 2º O representante legal do Estado e dos Municípios requererá, mediante petição individualizada, a transferência dos depósitos judiciais de que trata o caput.



              § 3º A transferência será realizada mediante alvará judicial cadastrado no Sidejud pelo Chefe de Cartório da Vara, Unidade Judiciária ou pelo Diretor de Recursos e Incidentes, com indicação da necessidade de retenção da parcela destinada ao Fundo de Reserva, conforme art. 3º da Lei Complementar n. 151, de 5 de agosto de 2015.



              § 3º A transferência será realizada mediante alvará judicial cadastrado no Sidejud pelo Chefe de Cartório da Vara ou da Unidade Judiciária, pelo Chefe de Divisão da Divisão de Tramitação Remota das Execuções Fiscais - Unidade Regional de Execuções Fiscais Municipais e Estaduais ou pelo Diretor de Recursos e Incidentes, com indicação da necessidade de retenção da parcela destinada ao Fundo de Reserva, conforme o art. 3º da Lei Complementar n. 151, de 5 de agosto de 2015. (Redação dada pelo art. 1° da Resolução GP n. 26 de 7 de junho de 2021)



              § 4º Após a autorização para transferência, a Divisão de Gestão de Depósitos Judiciais debitará da subconta do Sistema o valor autorizado no alvará e efetuará o repasse de 70% (setenta por cento) em favor do ente da federação. A parcela do depósito não repassada será transferida para conta específica de controle do Fundo de Reserva do respectivo ente da federação.



              § 5º Nos termos do § 5º do art. 3º da Lei Complementar nº 151, de 5 de agosto de 2015, os valores recolhidos ao Fundo de Reserva terão remuneração equivalente à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - Selic para títulos federais.



              § 6º O ente público recomporá o Fundo de Reserva pela diferença entre a remuneração originalmente atribuída aos depósitos judiciais e a taxa Selic.



              § 7º Encerrado o processo litigioso com ganho de causa para o ente público, o Chefe de Cartório da Vara, Unidade Judiciária ou Diretor de Recursos e Incidentes procederá à reintegração da subconta com a parcela mantida no Fundo de Reserva, atualizada pela poupança, pro rata die.



              § 7º Encerrado o processo litigioso com ganho de causa para o ente público, o Chefe de Cartório da Vara ou da Unidade Judiciária, o Chefe de Divisão da Divisão de Tramitação Remota das Execuções Fiscais - Unidade Regional de Execuções Fiscais Municipais e Estaduais ou o Diretor de Recursos e Incidentes procederá à reintegração da subconta com a parcela mantida no Fundo de Reserva, atualizada pela poupança, pro rata die. (Redação dada pelo art. 1° da Resolução GP n. 26 de 7 de junho de 2021)



              § 8º Encerrado o processo litigioso com ganho de causa para a parte contrária ao ente público, o Chefe de Cartório da Vara, Unidade Judiciária ou Diretor de Recursos e Incidentes procederá à reintegração da subconta no valor total do depósito, nos termos do art. 8º da Lei Complementar nº 151, de 5 de agosto de 2015, atualizados pela poupança, pro rata die, mediante débito no Fundo de Reserva.



              § 8º Encerrado o processo litigioso com ganho de causa para a parte contrária ao ente público, o Chefe de Cartório da Vara ou da Unidade Judiciária, o Chefe de Divisão da Divisão de Tramitação Remota das Execuções Fiscais - Unidade Regional de Execuções Fiscais Municipais e Estaduais ou o Diretor de Recursos e Incidentes procederá à reintegração da subconta no valor total do depósito, nos termos do art. 8º da Lei Complementar n. 151, de 5 de agosto de 2015, atualizados pela poupança, pro rata die, mediante débito no Fundo de Reserva. (Redação dada pelo art. 1° da Resolução GP n. 26 de 7 de junho de 2021)



              § 9º Compete à Diretoria de Orçamento e Finanças oficiar ao ente da federação para recompor o Fundo de Reserva sempre que se apresentar com saldo inferior a 30% (trinta por cento) do total dos depósitos de que trata o art. 2º da Lei Complementar nº 151, de 5 de agosto de 2015, e para recompor a diferença entre as remunerações conforme o § 5º.



              § 10. Se houver precatório pendente, o Tribunal de Justiça fará transferência direta para conta especial de pagamento de precatórios dos valores apurados nos termos do art. 3º da Lei Complementar nº 151, de 5 de agosto de 2015.



              § 11. Se não houver precatório pendente ou transferência de recurso que exceda esse montante, os recursos serão transferidos ao ente público para utilização nas demais preferências estabelecidas no art. 7º da Lei Complementar nº 151, de 5 de agosto de 2015.



              § 12. Na hipótese de o saldo do Fundo de Reserva estar abaixo do limite legal, a reintegração do valor de que trata o § 7º deste artigo será retida, passando a compor aquele fundo, até o valor ser suficiente para sua regularização. (Acrescentado pelo art. 1° da Resolução GP n. 49 de 12 de dezembro de 2019)



              Art. 15. Cabe à Diretoria de Tecnologia da Informação zelar pela consistência e segurança no tráfego e armazenamento das informações eletrônicas, pela manutenção do sistema computacional e pelo apoio técnico aos usuários.



              Art. 16. A Diretoria de Orçamento e Finanças deve manter cadastro atualizado dos usuários do Sistema autorizados a emitir o pedido de saque.



              Art. 17. Pela participação no Conselho de Administração do Sidejud, seus integrantes não perceberão retribuição pecuniária.



              Art. 18. Os casos omissos serão analisados pelo Conselho de Administração do Sidejud.



              Art. 19. Revogam-se as disposições contrárias, em especial a Resolução GP n. 7, de 21 de março de 2011; a Resolução GP n. 17, de 31 de agosto de 2012; a Resolução GP n. 24, de 27 de agosto de 2014; e a Resolução GP n. 20, de 20 de abril de 2015.



              Art. 20. A presente resolução entra em vigor quinze dias após a sua publicação.



Nelson Schaefer Martins



PRESIDENTE



Versão compilada em 11 de julho de 2022 por meio da incorporação das alterações introduzidas pelas seguintes normas:



- Resolução GP n. 13 de 13 de março de 2017;



- Resolução GP n. 20 de 27 de abril de 2017;



- Resolução GP n. 5 de 2 de fevereiro de 2018;



- Resolução GP n. 49 de 12 de dezembro de 2019;



- Resolução GP n. 26 de 7 de junho de 2021; e



- Resolução GP n. 47 de 8 de julho de 2022.



Revogada parcialmente pelo art. 3º da Resolução GP n. 47 de 8 de julho de 2022.



Sistema de Busca Textual - Versão 1.7.2 | Tribunal de Justiça de Santa Catarina 2017